quinta-feira, janeiro 16, 2014

GLOBOS DE OURO 2014: VENCEDORES, PERDEDORES E MUITA BEBIDA

A descontração foi a marca mais evidente da noite de gala dos Globos de Ouro. Enquanto no Oscar a formalidade dita a regra e todos assistem ao evento de forma solene, rigorosamente distribuídos em ordem de importância nas elegante poltronas do Kodak Theater, os convidados dos Globos são distribuídos em grandes mesas no salão de festas do Beverly Hilton com direito a comida de primeira e bebida a rodo. Tal liberdade promove uma descontração acima do normal nos premiados quando sobem ao palco e geram um deleite a mais para quem assiste.
A apresentação deste ano ficou a cargo das comediantes Tina Fey e Ami Poehler, responsáveis pela melhor piada da noite. Ao falar sobre o filme Gravidade, elas alegaram que no longa George Clooney preferiu se jogar no espaço sideral em direção a morte para não ter que conviver com uma mulher da sua idade! As gargalhadas soaram em uníssono. No quesito “traje de gala”, o vestido branco da atriz Paula Patton, que apresentou um dos prêmios, parecia uma tulipa
gigante e virou instantaneamente piada nas redes sociais.
Os primeiros prêmios foram relativos às produções televisivas. Começaram com a categoria de coadjuvantes coroando a carreira de dois veteranos. Jacqueline Bisset, ícone da beleza nos anos setenta, pela minissérie Dancing on the Edge da BBC e Jon Voight, ator de renome nos anos 60-70 e hoje relegado à alcunha de pai de Angelina Jolie, pela série Ray Donovan da HBO. Apesar de concorrentes mais fortes, a homenagem foi válida e promoveu discursos inusitados como o da estupefata Bisset que ao invés de exaltar os seus apoiadores, agradeceu aos seus detratores.
Breaking Bad como melhor série dramática e Bryan Cranston como ator eram barbadas. A belíssima Robin Wright, esbanjando saúde aos 47 anos e livre do “xarope” Sean Penn, foi reconhecida como melhor atriz por House of Cards. Elizabeth Moss foi a grata surpresa da noite ao ser laureada como melhor atriz de minissérie pela interessante Top of the Lake da neozelandesa Jane Campion. A surpresa amarga ocorreu quando Andy Samberg subiu ao palco para receber o prêmio de melhor ator de comédia, deixando no vácuo concorrentes do porte de Don Cheadle em House of Lies e Michael J Fox no show que leva o seu nome, onde tira sarro da sua própria condição clínica causada pelo Parkinson. A série de Samberg, Brooklyn Nine-Nine também foi eleita a melhor comédia do ano. Talvez o momento mais questionável de toda a competição.
No quesito cinema, a coerência deu à tônica. Trapaça saiu com três prêmios: melhor filme de comédia, atriz de comédia (Amy Adams) e atriz coadjuvante (Jennifer Lawrence num trabalho inspirado). Gravidade venceu pela direção brilhante de Alfonso Cuaron. O exuberante desempenho de Leonardo Di Caprio como O Lobo de Wall street foi laureado como melhor ator de comédia do ano. Cate Blanchet em Blue Jasmine era barbada no quesito atriz dramática. O intenso 12 anos de escravidão foi o melhor filme dramática, mas o seu ator Chiwetel Ejiofor foi preterido como ator dramático. Na sua categoria o vencedor foi Matthew McConaughey que perdeu mais de 20 quilos para viver um portador de HIV pelo drama Clube de Compras Dallas. Seu colega de elenco Jared Leto venceu como ator coadjuvante vivendo um transexual de forma intensa. Como roteiro, independente de ser original ou adaptado já que os Globos não fazem esta distinção, foi para o elogiado Her de Spike Jonze. A Grande Beleza, para mim o melhor filme do ano, foi a melhor produção estrangeira.
A homenagem da noite foi dada a Woody Allen. Famoso por fugir de premiações como o diabo da cruz, ele foi representado por Diane Keaton. Vestida de homem, ou seja, num elegante terno ela terminou o seu discurso cantando enquanto a câmera focava nas várias musas do diretor dispostas no salão como Mariel Hemingway e Diane Wiest. Enquanto coisas boas eram ditas sobre o diretor no palco, nas redes sociais a ex-mulher Mia Farrow e o filho faziam severas críticas ao diretor que foi parar nas mídias sensacionalistas do mundo inteiro ao trocá-la pela filha adotiva.

Polêmicas a parte, a cerimônia seguiu sem sobressaltos e durou as exatas três horas previstas. Chama-la de prévia do Oscar é uma redundância amplamente replicada pelos meios de comunicação locais e internacionais. Os indicados do Globo coincidem com os do Oscar pelo simples fato de que ambos listam os melhores filmes lançados no período de 01 ano. É lógico que as pesadas e milionárias campanhas de marketing dos grandes estúdios podem influenciar, mas o apelo artístico das obras terminam se sobressaindo.  

segunda-feira, maio 27, 2013

CANNES PREMIA A DIVERSIDADE

Steven Spilberg, presidente do júri, calou a boca de muitos críticos (brasileiros, inclusive) que não acreditavam que o "bom moço" hollywoodiano seria capaz de premiar o elogiadíssimo filmo do franco-tunisiano Abdellatif Kechiche sobre o despertar físico e intelectual de uma adolescente que descobre o prazer nos braços de outra mulher. “La vie d’Adèle – Chapitre 1 et 2" têm quase três horas de duração, tórridas cenas de sexo e conquistou a crítica desde a primeira exibição, mas pairavam dúvidas se tanta ousadia seria recompensada por um júri considerado "conservador". Além de tudo, havia um certo favoritismo pelo filme dos irmãos Cohen que terminaram abocanhando o segundo prêmio mais importante (O Grande Prêmio do Júri). No fim, a distribuição de prêmios foi considerada uma das mais equilibradas dos últimos anos. A seguir, os contemplados:

FILME - “La vie d’Adèle – Chapitre 1 et 2”, de Abdellatif Kechiche
GRANDE PRÊMIO DO JÚRI - “Inside Llewyn Davis”, de Joel e Ethan Coen
PRÊMIO DO JÚRI - “Like father, like son”, de Hirokazu Kore-Eda
DIRETOR - Amat Escalante (“Heli”)
ATRIZ - Bérénice Bejo (“Le passé”)
ATOR - Bruce Dern (“Nebraska”)
ROTEIRO - “A touch of sin”, de Jia Zhang-Ke
CURTA-METRAGEM - “Safe”, de Moon Byoung-Gon
PRÊMIO DA CRÍTICA - “La vie d’Adèle – Chapitre 1 et 2”
CAMÉRA D’OR  - "Ilo Ilo", de Anthony CHEN

domingo, maio 26, 2013

COL NEEDHAM : O SUPERSTAR

A personalidade mais requisitada pelos jornalistas presentes na 66ª edição do Festival de Cinema de Cannes atende pelo nome de Col Needham. A esta altura você deve estar se perguntando: Quem diabos é esse tal de Needham?! Ele não é ator, nunca dirigiu um filme e muito menos produziu alguma obra cinematográfica, mas o seu trabalho está intimamente ligado à sétima arte. Nestes tempos digitais onde a internet é um dos mais poderosos instrumentos de informação, Needham foi pioneiro ao criar e disponibilizar o maior banco de dados de cinema disponível na rede mundial de computadores. 
Criado em 1990, o Internet Movie Database (IMDB) engloba um volume infinito de dados e é hoje uma das mais confiáveis ferramentas de consulta para todo e qualquer cinéfilo, já acumulando um total de 160 milhões de visitas apenas nos últimos dois anos. Basta algum item que ficou na memória como o nome do diretor daquele filme visto na infância ou o titulo original daquela obra que lhe despertou a libido adolescente. Com um clique a informação surge diante de seus olhos, sem necessidade de checar vastas enciclopédias ou contar com a memória falha dos amigos.
Needham nasceu na Inglaterra e trabalhava na cidade de Bristol como engenheiro da Hewlett-Packard (HP) quando criou o site. No verão de 1996, o IMDB participou da campanha publicitária de um filme (Independence Day) forçando Needham a deixar a HP e se dedicar integralmente ao site. Ele diz já ter visto 8.277 filmes e se comprometeu a ver mais de 50 até o final do festival. Apesar do império digital que criou, mantém hábitos simples e ainda vive em Bristol ao lado da esposa Karen e das filhas gêmeas.

quinta-feira, maio 16, 2013

CANNES 2013


Ontem teve início a 66ª edição do mais famoso festival de cinema do mundo. Apesar do prestígio de Berlim e da mostra de Veneza, nenhum deles alcançou a mítica de Cannes. Serão 12 dias ininterruptos com o melhor do cinema contemporâneo. Nomes consagrados como os de François Ozon, Jia Zhangke, Asghar Farhadi (do premiado A Separação), Kore-Eda, Despleschin, os irmãos Coen, Valeria Bruni-Tedeschi, atriz em seu terceiro longa na direção, Mahamat-Saleh Haroun, Nicolas Winding Refn, Abdellatif Kechiche, Alexander Payne, James Gray, Polanski e outros terão as suas obras avaliadas por um júri liderado pelo “enfant terrible” do cinema hollywoodiano Steven Spilberg.
A abertura contou com a versão do australiano Bazz Luhrmann da  obra “O Grande Gatsby” e dividiu opiniões, mas foi apresentado fora de competição. E por falar em competição, são tantos filmes que a maioria das coberturas dará ênfase a seleção oficial já que é humanamente impossível acompanhar as mostras paralelas e os filmes lançados informalmente no mercado paralelo que se forma durante o evento.
A edição deste ano promete e o capricho da organização pode ser comprovado no belíssimo cartaz que faz uma homenagem escancarado ao amor com a imagem do “eterno” casal Paul Newman e Joanne Woodward. Trata-se de uma foto de estúdio feita para o lançamento do filme "Amor Daquele Jeito", dirigido por Melville Shavelson em 1963. A imagem original foi retrabalhada por uma agência que deu movimento e um efeito cinematográfico a mesma. Segundo a organização, o cartaz "dá uma imagem luminosa e carinhosa do casal moderno, enlaçado em uma figura de equilíbrio perfeito da qual se evoca o turbilhão do amor."
Foi dada a largada e no dia 26 deste mês saberemos qual filme arrebatou o coração do Sr. Spilberg e de seus asseclas.

segunda-feira, agosto 27, 2012

CESARE DEVE MORIRE


"A arte existe porque a vida não basta"
Esta frase proferida pelo grande poeta Ferreira Gullar durante um programa de TV e que virou hit nas redes sociais, ficou ecoando em minha mente durante toda a projeção do filme italiano CESARE DEVE MORIRE (ainda não lançado no Brasil). Dirigido pelos veteranos irmãos Paolo e Vittorio Taviani (Pai Patrão, A Noite de São Lourenço) e laureado com o Urso de Ouro de melhor filme no Festival de Berlim deste ano, o longa registra a experiência real vivida pelo diretor teatral Fábio Cavalli que topou o desafio de ensaiar com os presos de uma unidade de segurança máxima de Roma a peça “Julius Caesar”, de William Shakespeare.
Apesar do enfoque documental, o filme é editado como uma ficção que dramatiza de forma crua o envolvimento e a transformação interna vivida por cada um daqueles homens. Todos, condenados pelos mais variados crimes, mergulham de corpo e alma no universo da famosa peça clássica que versa sobre temas tão caros ao seu universo  como poder, assassinato e conspiração.
O amadorismo do elenco, a opção pela fotografia em preto e branco para as cenas de ensaio (em contraponto ao vermelho vivo usado no cenário da peça) e a montagem enxuta nos remete de imediato aos clássicos do neorrealismo italiano e demonstra toda a vitalidade destes diretores que já ultrapassaram a barreira dos oitenta anos, provando aqui que ainda não perderam sequer uma centelha do talento de outrora. A metragem curta (70 e poucos minutos) e a música incidental belíssima (composta por Giuliano Taviani, filho de Vittorio) complementam o encanto.
Ao final, ainda somos arrebatados por uma cena que resume bem toda a orquestração cênica elaborada até então. Após a apresentação do espetáculo, os presos voltam em silêncio para as suas celas.O detento que interpretou o personagem Cassius - na vida real, um condenado a prisão perpétua - olha fixamente para a câmera e profere a frase: “Depois que eu me aproximei da arte, esta cela ficou parecendo uma prisão...”. Eles, enfim, ampliaram o diminuto horizonte das celas pelas mãos da arte.

segunda-feira, junho 18, 2012

domingo, junho 17, 2012

A MAIS BELA DE TODAS

Nos tempos áureos do cinema, a beleza era um componente quase que obrigatório para uma grande estrela. O glamour era um misto de talento, classe e perfeição física. Difícil era encontrar estas três características numa única atriz. Bette Davis e Katherine Hepburn foram as mais talentosa e tinham classe de sobra, mas não eram belas. Jean Harlow, Rita Hayworth e Marilyn eram a personificação cênica do desejo, mas nunca foram valorizadas pelo talento. Talvez a única representante desta constelação de divas que conseguiu conjugar com maestria estes três itens foi a hoje esquecida Gene Tierney. Se alguém dúvida ou nunca ouviu falar, corra para alugar, comprar ou baixar com o urgência o clássico "Amar foi minha ruína" (Leave her to heaven, 1945) pela qual foi indicada ao Oscar e onde vive uma desequilibrada capaz de tirar a própria vida por ciúmes do amado. Ou então Laura (1944) de Otto Preminger, um clássico do filme noir cuja trama tem início quando a personagem título vivida por Tierney desaparece misteriosamente.

sexta-feira, junho 15, 2012

CARLOS REICHENBACH (1945 - 2012)


Ontem uma grande perda foi anunciada. Morreu o cineasta Carlos Reichenbach, apelidado carinhosamente de “Carlão” pelos mais íntimos em virtude da alta estatura. Gaúcho de nascimento, fez carreira na cidade de São Paulo onde foi um dos pioneiros da famosa Boca do Lixo, área do centro responsável pela produção dos maiores sucesso de bilheteria dos anos sessenta no gênero pornochanchada. Carlão dirigiu alguns filmes do gênero e foi diretor de fotografia da obra de outros colegas, mas logo o seu cinema de “autor” se sobrepôs e a sua filmografia ficou a margem do cinema comercial. Nunca foi campeão de bilheteria, mas sempre se manteve fiel ao estilo próprio.
Dono de uma vasta cultura cinematográfica, manteve nos últimos anos o blog REDUTO DO COMODORO, do qual eu era um fã incondicional. No endereço virtual o grande diretor compartilhava a sua cultura fílmica e a memória dos anos vividos nos bastidores da sétima arte tupiniquim. A cereja do bola eram os endereços de downloads de grandes clássicos e de obras marginais compartilhados com os leitores, já que Carlão era defensor ferrenho deste método para manter “vivas” obras que dificilmente chegariam as salas de cinema ou seriam lançadas em DVD, BlueRays e afins onde o ineditismo é regra.
Partiu ontem, no dia de seu aniversário, o homem que em vida mais “ressuscitou” filmes.

FILMOGRAFIA:
1968 - AS LIBERTINAS (epis. ALICE)
1969 - ADÁCIA, A  FÚRIA DOS DESEJOS (epis. A BADALADÍSSIMA DOS TRÓPICOS)
1971 - CORRIDA EM BUSCA DO AMOR
1973 - O GURU E OS GURIS
1974- LILIAN M. – RELATÓRIO CONFIDENCIAL
1977- SEDE DE AMAR OU CAPUZES NEGROS
1977- A ILHA DOS PRAZERES PROIBIDOS
1978- O IMPÉRIO DO DESEJO
1979- AMOR, PALAVRA PROSTITUTA
1980- PARAÍSO PROIBIDO
1982- AS SAFADAS (epis. A RAINHA DO FLIPERAMA)
1983- EXTREMOS DO PRAZER
1985- FILME DEMÊNCIA
1986- ANJOS DO ARRABALDE
1988- CITY LIFE (epis. DESORDEM EM PROGRESSO)
1994- ALMA CORSÁRIA
1999- DOIS  CÓRREGOS
2003- GAROTAS DO ABC
2005- BENS CONFISCADOS
2007- FALSA LOURA

terça-feira, janeiro 24, 2012

OSCAR 2012 : AS INDICAÇÕES

As indicações ao Oscar foram divulgadas esta manhã. Entre mortos e feridos, a Academia comprovou que detesta a animação "Rio", mas adora tanto a nossa música que lembrou da canção dos nossos Sérgio Mendes e Carlinhos Brown. Reabilitou filmes que estavam perdendo força como "A Arvóre da Vida" de Terence Malick e apostou as fichas no inédito "Extremely Loud and Incredibly Close". Prestigou com duas indicações o soberbo filme iraniano "A Separação", comprovando que não dá a mínima para a atual conjuntura política. Esnobou Leonardo Di Caprio e o seu belo registro de J. Edgar Hoover. Substituiu a excelente Tilda Swinton pela novata Rooney Mara e foi coenrente no quesito atriz coadjuvante incluindo a hilária Melissa McCarthy. No fim das contas a briga ficará polarizada entre "O Artista" e "Os Descendentes", com "Hugo" correndo por fora. Vamos a lista:

PICTURE

  • THE ARTIST
  • THE DESCENDANTS
  • EXTREMELY LOUD AND INCREDIBLY CLOSE
  • THE HELP
  • HUGO
  • MIDNIGHT IN PARIS
  • MONEYBALL
  • THE TREE OF LIFE
  • WAR HORSE

ACTRESS

  • CLOSE
  • DAVIS
  • MARA
  • STREEP
  • WILLIAM
ACTOR
  • BICHIR
  • CLOONEY
  • DUJARDIN
  • OLDMAN
  • PITT
SUPP ACTRESS
  • BEJO
  • CHASTAIN
  • MCCARTHY
  • MCTEER
  • SPENCER
SUPP ACTOR
  • BRANAGH
  • HILL
  • NOLTE
  • PLUMMER
  • VON SYDOW

DIRECTOR

  • HAZANAVICIUS
  • PAYNE
  • SCORSESE
  • ALLEN
  • MALICK

ORIGINAL SCREENPLAY

  • ARTIST
  • BRIDESMAIDS
  • MARGIN CALL
  • MIDNIGHT IN PARIS
  • A SEPARATION
ADAPTED SCREENPLAY
  • DESCENDANTS
  • HUGO
  • IDES
  • MONEYBALL
  • TINKER

ANIMATED FILM

  • A CAT IN PARIS
  • CHICO AND RITA
  • KUNG FU PANDA
  • PUSS IN BOOTS
  • RANGO

COSTUME DESIGN

  • ANONYMOUS
  • THE ARTIST
  • HUGO
  • JANE EYRE
  • W.E.

CINEMATOGRAPHY

  • THE ARTIST
  • THE GIRL WITH THE DRAGON TATTOO
  • HUGO
  • THE TREE OF LIFE
  • WAR HORSE

EDITING

  • THE ARTIST
  • THE DESCENDANTS
  • THE GIRL WITH THE DRAGON TATTOO
  • HUGO
  • MONEYBALL

FOREIGN LANGUAGE FILM

  • BELGIUM "BULLHEAD"
  • CANADA "MONSIEUR LAZHAR"
  • ISRAEL "FOOTNOTE"
  • IRAN "A SEPARATION"
  • POLAND "IN DARKNESS"

MAKEUP

  • ALBERT NOBBS
  • HARRY POTTER AND THE DEATHLY HALLOWS PART 2
  • THE IRON LADY

domingo, janeiro 22, 2012

A FESTA DO GLOBO DE OURO 2012


A festa do globo de Ouro 2012 foi marcada pela descontração, característica habitual desta premiação mantida pela Associação de Críticos Estrangeiros de Los Angeles. Além de premiar os melhores do cinema, eles também destacam os melhores da TV. Projetada como um grande jantar, com direito a bebida, a festa não tem números musicais e nem tecnologia de ponta, resultando ágil e muito mais divertida do que o tradicional Oscar. A premiação também se destaca das demais pelas decisões polêmicas dos diretores do evento. Esta ano, tiveram a coragem de colocar o comediante Ricky Gervais como mestre-de-cerimônias pela segunda vez consecutiva, ignorando a saraivada de críticas recebidas pela cerimônia do ano anterior, onde o comediante falou mal até de quem estava na platéia e soltou farpas pesadas contra o establishment hollywoodiano. Mesmo assim, o Tio Sam foi benevolente e deu uma nova chance ao britânico de boca suja.
Infelizmente, as críticas devem ter surtido algum efeito pois o comediante estava menos ácido e totalmente engessado. Tirando o costume irritante de entrar no palco agarrado a um copo de cerveja, a piadinha mais grosseira foi quando ele citou Mel Gibson e disse que nenhum outro homem havia visto o Beaver de Jodie Foster (título do filme dirigido pela estrela que tentou reerguer a carreira do decadente astro). Na verdade, ele fez um trocadilho infame com a palavra, pois beaver (além de significar “esquilo”) também é usado como gíria para designar o orgão sexual feminino e Jodie é sabidamente lésbica.
Os discursos dos laureados deste ano não foram especialmente inspirados, mas merecem destaque o do queridinho da premiação George Clooney - melhor ator dramático pelo filme The Descendents - que agradeceu ao concorrente Michael Fassbender com uma piadinha sobre o avantajado membro do colega que aparece nu e em tórridas cenas eróticas no filme Shame (2011), sobre a crise de um viciado em sexo. Michele Williams - melhor atriz no quesito comédia ou musical por Five Weeks with Marilyn - não citou o saudoso marido Heath Ledge, mas dedicou o prêmio integralmente a filha que teve com o ator. O agradecimento mais original veio do elenco de Modern Family, a melhor série cômica. Enquanto o produtor agradecia a láurea em inglês, a atriz latina (e linda) Sophia Vergara fazia a tradução simultânea do que ele dizia usando um espanhol politicamente incorreto. O timing de comédia foi perfeito.
E, por último , não poderia deixar de lado o astro que roubou a cena. Não, não foi o Brad Pitt se apoiando numa bengala e muito menos a ubíqua Meryl Streep (melhor atriz dramática pelo filme The Iron Lady). Quem chamou todos os holofotes para si foi o cãozinho Uggie que estrela o filme francês O Artista, ao lado de Jean Dujardin (melhor ator de comédia e/ou musical). O astro de quatro patas realizou alguns truques no palco da festa, ofuscando todo o elenco que acabara de subir para receber o prêmio de melhor filme do ano no quesito Comédia e/ou Musical.
Agora é tentar assistir a alguns dos filmes laureados que devem estrear no Brasil nos próximos dias (muitos já foram lançados e outros saíram direto em DVD) e aguardar a mais famosa premiação do ano: o Oscar. As indicações serão anunciadas no dia 24 deste mês e até lá saberemos se os resultados do Globo de Ouro ainda exercem influência na decisão dos acadêmicos. “

quinta-feira, dezembro 17, 2009

SAG AWARDS


Foi anunciado os indicados ao SAG Awards, prêmio concedido pelo sindicato de atores. É ator votando em ator, portanto o melhor indício no quesito interpretação para o Oscar. Aqui não se vota em melhor filme, mas sim no melhor elenco.

Acho que a lista de atores e atrizes será a mesma do Oscar. O Sag recolocou Jeremy Renner no seu lugar de direito, já que o mesmo foi preterido nos Globos por um surpreendente Tobey Maguire no filme BROTHERS.

O prêmio também consolida a indicação da "Julia Roberts" do momento, a simpática Bullock. Dizem que THE BLIND SIDE é o ERIN BROCOVICH (filme que deu o Oscar a Julia) da atriz. Assisti ao filme há dois dias e o achei irregular, mas Sandra está bem e vive um personagem real - perua americana que adota um adolescente negro, futuro astro da Liga Nacional de Futebol. Apesar de loira e muito maquiada, Bullock está contida e interpreta de forma minimalista. Não é nada extraordinário, mas surpreende para quem está acostumado com as comédias rasteiras e os filmes de ação da estrela. Para corroborar, o filme é um sucesso de bilheteria nos EUA há semanas.

A grande novidade fica no quesito dos coadjuvantes. Diane Kruger entra no páreo por BASTARSOS INGLORIOS, tirando as chances da colega de elenco Melanie Laurent. As chances de Alec Baldwin, elogiadíssimo pela comédia IT'S COMPLICATED, parecem desaparecer a cada nova premiação.

Vamos a lista:


MELHOR ATOR
JEFF BRIDGES / Bad Blake - "CRAZY HEART" (Fox Searchlight Pictures)
GEORGE CLOONEY / Ryan Bingham - "UP IN THE AIR" (Paramount Pictures)
COLIN FIRTH / George Falconer - "A SINGLE MAN" (The Weinstein Company)
MORGAN FREEMAN / Nelson Mandela - "INVICTUS" (Warner Bros. Pictures)
JEREMY RENNER / Staff Sgt. William James - "THE HURT LOCKER" (Summit Entertainment)

MELHOR ATRIZ
SANDRA BULLOCK / Leigh Anne Tuohy - "THE BLIND SIDE" (Warner Bros. Pictures)
HELEN MIRREN / Sofya - "THE LAST STATION" (Sony Pictures Classics)
CAREY MULLIGAN / Jenny - "AN EDUCATION" (Sony Pictures Classics)
GABOUREY SIDIBE / Precious - "PRECIOUS: BASED ON THE NOVEL ‘PUSH' BY SAPPHIRE" (Lionsgate)
MERYL STREEP / Julia Child - "JULIE & JULIA" (Columbia Pictures)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
MATT DAMON / Francois Pienaar - "INVICTUS" (Warner Bros. Pictures)
WOODY HARRELSON / Captain Tony Stone - "THE MESSENGER" (Oscilloscope Laboratorie)CHRISTOPHER PLUMMER / Tolstoy - "THE LAST STATION" (Sony Pictures Classics)
STANLEY TUCCI / George Harvey - "THE LOVELY BONES" (Paramount Pictures)
CHRISTOPH WALTZ / Col. Hans Landa - "INGLOURIOUS BASTERDS" (The Weinstein Company/Universal Pictures)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
PENÉLOPE CRUZ / Carla - "NINE" (The Weinstein Company)
VERA FARMIGA / Alex Goran - "UP IN THE AIR" (Paramount Pictures)
ANNA KENDRICK / Natalie Keener - "UP IN THE AIR" (Paramount Pictures)
DIANE KRUGER / Bridget Von Hammersmark - "INGLOURIOUS BASTERDS" (The Weinstein Company/Universal Pictures)
MO'NIQUE / Mary - "PRECIOUS: BASED ON THE NOVEL ‘PUSH' BYSAPPHIRE" (Lionsgate)

MELHOR ELENCO
AN EDUCATION (Sony Pictures Classics)
THE HURT LOCKER (Summit Entertainment)
INGLOURIOUS BASTERDS (The Weinstein Company/Universal Pictures)
NINE (The Weinstein Company)
PRECIOUS: BASED ON THE NOVEL "PUSH" BY SAPPHIRE (Lionsgate)

terça-feira, dezembro 15, 2009

OS INDICADOS AO GLOBO DE OURO: POUCAS SURPRESAS

Acaba de ser anunciada a lista dos indicados ao Globo de Ouro. Num primeiro momento, nenhuma grande novidade. Mas podemos afirmar que AVATAR, a epópeia em 3D de James Cameron, entra com força na corrida do Oscar corroborado pelas indicações em melhor drama e melhor direção.
Peter Jackson e o seu drama THE LOVELY BONES parece ser carta fora do baralho. Além da fria recepção da crítica nas sessões de imprensa, o filme só garantiu a vaga de coadjuvante para Stanley Tucci.
Surpresa mesmo, foram as esnobadas às elogiadas interpretações de Viggo Mortensen em THE ROAD e, principalmente, Jeremy Renner que já ganhou vários prêmios de respeitadas associações de críticos pelo desempenho em THE HURT LOCKER. Quem abocanhou a vaga dos dois foi o "Homem-Aranha" Tobey Maguire no drama BROTHERS. Maguire sequer aparecia na lista de possibilidades dos mais respeitados críticos norte-americanos.
Para finalizar, a maior atriz americana viva Meryl Streep consegue a façanha de concorrer contra ela mesma na categoria de melhor atriz de comédia pelos filmes IT'S COMPLICATE e JULIA & JULIA. Alguém ainda dúvida que ela é amada pelos americanos?
Vamos a lista com os concorrentes na categoria de filmes (quem tiver interesse na lista dos indicados da tv recomendo o site do IMDB - http://www.imdb.com/):

Melhor Filme - Drama
Avatar
The Hurt Locker (Guerra ao Terror)
Inglourious Basterds (Bastardos Inglórios)
Precious: Based on the Novel Push by Sapphire
Up in the Air (Amor sem Escalas)

Melhor filme – Comédia
The Hangover (Se Beber Não Case)
It’s Complicated
Julie e Julia
Nine
(500) Days of Summer

Melhor ator – Drama
Jeff Bridges – Crazy Heart
George Clooney – Up in the Air (Amor sem Escalas)
Colin Firth – A Single Man
Morgan Freeman – Invictus
Tobey Maguire – Brothers

Melhor atriz – Drama
Emily Blunt – The Young Victoria
Sandra Bullock – The Blind Side
Helen Mirren – The Last Station
Carey Mulligan – An Education
Gabourey ‘Gabby’ Sidibe – Precious: Based on the Novel Push by Sapphire

Melhor ator Musical ou Comédia
Matt Damon – O Desinformante (The Informant!)
Daniel Day-Lewis – Nine
Robert Downey Jr – Sherlock Holmes
Joseph Gordon-Levitt - (500) Days of Summer
Michael Stuhlbarg – A Serious Man

Melhor atriz – Musical ou Comédia
Sandra Bullock – A Proposta ( The Proposal)
Marion Cotillard – Nine
Julia Roberts – Duplicidade (Duplicity)
Meryl Streep – It’s Complicated
Meryl Streep – Julie & Julia

Melhor Ator Coadjuvante
Matt Damon – Invictus
Woody Harrelson – The Messenger
Christopher Plummer – The Last Station
Stanley Tucci – The Lovely Bones
Christoph Waltz - Inglourious Basterds (Bastardos Inglórios)

Melhor Atriz Coadjuvante
Penélope Cruz – Nine
Vera Farmiga – O amor sem Escalas( Up in the Air)
Anna Kendrick - O amor sem Escalas (Up in the Air)
Mo’Nique – Precious: Based on the Novel Push by Sapphire
Julianne Moore – A Single Man

Melhor Diretor
Kathryn Bigelow – Guerra ao Terror (The Hurt Locker)
James Cameron – Avatar
Clint Eastwood – Invictus
Jason Reitman – O Amor Sem Escalas (Up in the Air)
Quentin Tarantino – Inglourious Basterds (Bastardos Inglórios)

Melhor Roteiro
Distrito 9 (District 9) de Neill Blomkamp, Terri Tatchell
Guerra Ao Terror (The Hurt Locker) de Mark Boal
Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds) de Quentin Tarantino
It’s Complicated de Nancy Meyers
Amor sem Escalas (Up in the Air) de Jason Reitman e Sheldon Turner

Melhor canção
Crazy Heart – T-Bone Burnett, Ryan Bingham (”The Weary Kind”)
Everybody’s Fine - Paul McCartney (”(I Want To) Come Home”)
Nine – Maury Yeston (”Cinema Italiano”)
Brothers (”Winter”)
Avatar (”I See You”)

Melhor trilha musical
O Desinformante (The Informant!) de Marvin Hamlisch
Up (Altas aventuras) de Michael Giacchino
Where the Wild Things Are (Onde vivem os Monstros) de Carter Burwell, Karen Orzolek
Avatar de James Horner
A Single Man de Abel Korzeniowski

Melhor Animação
Tá Chovendo Hamburger (Cloudy with a Chance of Meatballs)
Coraline
O Fantástico Sr. Fox (Fantastic Mr. Fox)
A Princesa e o Sapo (The Princess and the Frog)
Up (Altas Aventuras)

Melhor Filme Estrangeiro
Abraços Partidos - Los abrazos rotos (Espanha), de Pedro Almodóvar
Das weisse Band – A Fita Branca (Alemanha), de Michael Haneke
La Nana (Chile/México), de Sebastian Silva
Un Prophète (França), de Jacques Audiard
Baarìa (Itália), de Giuseppe Tornatore

sábado, dezembro 12, 2009

"AVATAR" MOSTRA A CARA

Finalmente o aguardado e “revolucionário” retorno de James Cameron estreou a última quinta-feira numa concorrida premiere pra imprensa e convidados. As primeiras impressões sobre Avatar foram as melhores possíveis e para Ana Maria Bahiana, nossa representante entre os críticos votantes no Globo de Ouro, o filme é imperdível.
Apesar da excessiva metragem de mais de 150 minutos, a história flui de maneira ágil e traz efeitos de tirar o fôlego, ainda mais quando vistos em 3D. O roteiro é simples e traz um mote mais do que atual: depois de devastarem a Terra com sucessivas Guerras e de usarem indevidamente os recursos naturais e climáticos disponíveis, os humanos tentam impor o seu poderio colonizando um novo planeta. O alvo será Pandora, uma terra dominada por exuberante vegetação e habitada por seres azuis e delgados, medindo três metros de altura.
Como a atmosfera do planeta é fatal para os terráqueos, às autoridades recrutam um humano (vivido pelo ator Sam Worthington) e desenvolvem um processo no qual o mesmo adquire a capacidade de habitar o corpo de um dos nativos azuis como se fosse uma espécie de “avatar”. Esse processo só ocorre quando o humano está dormindo (uma referência direta a Matrix, outro longa revolucionário em sua época).
Ao final, tudo se resolverá num eletrizante embate entre humanóides armados de arco e flecha e uma armadura robotizada gerada pela mente humana e por anos de evolução tecnológica. O resultado deste conflito nós, pobres mortais, só veremos na próxima sexta-feira dia 18, data do lançamento mundial. Por enquanto, já podemos antever o forte cheiro de Oscar!
Será que Cameron gritará novamente: I’m King of the World !?

terça-feira, dezembro 08, 2009

OSCAR PREVIEW 1

Após a ressaca do feriado de Ações de Graças, o temporada americana de prêmios dedicados à indústria cinematográfica começa para valer, culminando com o mais famoso de todos: o Oscar.
Alguns prêmios menores como o Gothan Awards e o Independent Spirits Awards, voltados para o cinema independente, anunciaram os seus indicados e os votantes do Globo de Ouro – associação composta por cerca de 90 correspondentes estrangeiros sediados em Los Angeles – tiveram tempo de sobra para assistir aos últimos DVD’s promocionais (conhecidos como DVDScreeners) dos filmes candidatáveis e já entregaram os seus votos. A listagem oficial será divulgada no próximo dia 15, duas semanas antes dos membros da Academy Awards receberem as suas cédulas e definirem os seus candidatos preferidos.
Sinal de que este é o auge da ferrenha e agressiva campanha empreendida pelos estúdios para angariar votos e conquistar ao menos uma indicação na disputadíssima festa do Oscar, fato mais do que suficiente para ampliar o alcance de um filme em termos de bilheteria.
Acompanhando a opinião dos críticos mais importantes de Hollywood e a tendência dos prêmios já divulgados, faremos uma prévia das principais categorias. Como é uma lista aberta, ela será passível de alterações até a véspera da lista oficial de indicados que este ano sairá m fevereiro de 2010.


MELHOR FILME
O favorito desde já é Precious e os indícios são fortes. Começou o ano ganhando o Prêmio de Público no prestigiado Festival de Toronto, honraria dada no ano passado a outro filme independente. Estou falando de Quem quer ser um milionário? e o resultado desta história todos nós sabemos – várias indicações e o almejado Oscar de melhor filme do ano. O longa também caiu nas graças da toda poderosa apresentadora Oprah Winfrey, que tem feito campanha aberta pró-Oscar em seus programas. Aliado a tudo isto, Precious arrecadou desde a sua estréia impressionantes US$ 36 milhões (dados acumulados até 04 de dezembro) e já é um dos filmes mais rentáveis de todos os tempos.
No rastro desta unanimidade de crítica e público, temos The Hurt Locker apresentado em 2008 no prestigiado festival de Veneza, mas só lançado no começo deste ano nos Estados Unidos (e já lançado em DVD no Brasil com o título Guerra ao Terror). O filme aborda a Guerra do Iraque e poderá tornar a sua diretora - Kathryn Bigelow - a quarta mulher indicada na categoria de diretor nestes mais de 60 anos de Oscar. Outro título em evidência é Up In The Air dirigido pelo talentoso Jason Reitman (Obrigado por fumar, Juno) e cujo elenco é encabeçado pelo queridinho da academia George Clooney, vivendo um executivo de uma grande empresa encarregado de demitir funcionários em diferentes localidades dos EUA, às voltas com dois novos amores. An Education, produção inglesa dirigida pela dinamarquesa Lone Schering, é outra aposta certeira.
O resto são suposições e conjecturas, pois muitos títulos ainda não estrearam e a recepção de crítica e público poderá definir o futuro destes filmes. Neste páreo estão pesos-pesados como o musical Nine do “Bob Fosse” moderno Rob Marshall, The Lovely Bones a nova incursão dramática do pai do "Senhor dos Anéis" Peter Jackson, Invictus de Clint Eastwood e a maior incógnita de todas - Avatar, o aguardado retorno do recordista de Oscars (por Titanic) James Cameron.

APOSTAS
1 - "PRECIOUS"
2 - "THE HURT LOCKER"
3 - "UP IN THE AIR"
4 - "AN EDUCATION"
5 - "NINE"
6 - "INVICTUS"
7- "INGLOURIOUS BASTERDS"
8- "THE LOVELY BONES"
9 - "UP"
10 -"AVATAR"

POSSIBILIDADES
11 – “SERIOUS MAN"
12 - "BRIGHT STAR"
13 – “500 DAYS OF SUMMER”
14 - "WHERE THE WILD THINGS ARE"
15 - "DISTRICT 9"
16 – “THE LAST STATION”
17 - "STAR TREK"
18– “THE MESSENGER”
19 – “THE ROAD"
20 – “CRAZY HEART”

AZARÕES
21 –“AWAY WE GO"
22 - "BROTHERS"
23 - "THE INFORMANT!"
24 - "IT'S COMPLICATED"
25 - "JULIE & JULIA"
26 - "MOON"

sexta-feira, novembro 06, 2009

UM OSCAR PARA MICHAEL?


O burburinho da semana é a possibilidade do documentário “This Is It” receber uma indicação na categoria de melhor filme no Oscar. Diante do excelente resultado obtido nas bilheterias e do consenso crítico em torno das qualidades da produção, a Sony Pictures pretende submetê-lo aos acadêmicos para a disputada categoria principal.
A seu favor, o longa tem o forte apelo popular e o fato de se tratar do único registro dos últimos momentos de um dos maiores fenômenos pop do século XX. Porém, a ausência de uma linha narrativa e a alegação de tratar-se de retalhos do ensaio de um show inacabado são verdades incontestáveis que prejudicam a nomeação da obra.
Mas vale lembrar que em 2010 teremos uma inovação no Oscar que é o número recorde de dez filmes indicados, ampliando a chance de muitas produções, e que a franquia “Michael Jackson” parece mais forte do que nunca mesmo sem a presença física de seu idealizador.

quarta-feira, novembro 04, 2009

OS MESTRES DE CERIMÔNIA


Depois de muita especulação, finalmente foi confirmado o nome do apresentador da cerimônia do Oscar. Desde que Hugh Jackman teve uma performance elogiadíssima na festa deste ano e não renovou o contrato, os produtores estavam em polvorosa à procura de um novo nome. Para agradar a gregos e troianos, optaram não só por um mas por dois apresentadores: Steve Martin e Alec Baldwin. Martin já havia desempenhado esta função por três vezes e saiu-se muito bem. Baldwin é a novidade. Traz na bagagem a sólida experiência teatral e o humor ácido revelado na premiada série 30 Rock, pela qual já ganhou vários prêmios Emmy e Globo de Ouro como ator cômico. Superar Jackman será difícil, mas competência é o que não falta a essa improvável dupla.

domingo, novembro 01, 2009

FOI DADA A LARGADA


Façam as suas apostas! Estamos há dois meses do fim de ano e as associações de críticos norte-americanos, aliadas aos sindicatos de classes irão nominar os melhores do ano dentre as várias categorias cinematográficas existentes. Tudo servirá de balizamento para a próxima festa do Oscar, que irá divulgar os seus indicados no dia 20 de fevereiro do próximo ano.
O Oscar deste ano traz uma novidade extra: dez filmes serão indicados à categoria principal, ao invés dos tradicionais cinco. Essa abrangência numérica ficou restrita a categoria de melhor filme e é uma espécie de concessão feita aos produtores, já que a premiação funciona como uma poderosa vitrine capaz de triplicar o faturamento de um filme indicado.
Mas vamos deixar de lerô-lerô e iniciar o passatempo predileto de todo cinéfilo nesses meses que antecedem a grande festa: prever os indicados e possíveis vencedores. A seguir uma lista com os filmes que saem na dianteira graças à críticas favoráveis e as apostas dos principais especialistas e veículos de comunicação norte-americanos.
Alguns já estrearam e outros deverão ter a premiere até o dia 31 de dezembro para pleitear uma vaga nas diversas categorias do Oscar.

POLE POSITIONS
“Avatar"
"An Education"
"The Hurt Locker"
"Inglourious Basterds"
"Invictus"
"The Lovely Bones"
"Nine""Precious: Based on the Novel 'Push' by Sapphire"
"The Road"
"A Serious Man"
"Up"
"Up in the Air"

POSSIBILIDADES
"Bright Star"
"Brothers"
"District 9"
"The Hangover"
"It's Complicated"
"Julie & Julia"
"The Last Station"
"A Single Man"
"Star Trek"
“Where The Wild Things Are”
“Away We Go”
“Moon”
“Sherlock Holmes”
“2012”
“The Young Victoria”

quinta-feira, outubro 22, 2009

NOLLYWOOD


Inadvertidamente você já deve ter caído na pegadinha predileta de dez entre dez cinéfilos:
- Qual a indústria cinematográfica que mais produz filmes no mundo ?
A resposta vem quase que automaticamente e é sempre mesma:
– Hollywood!
Apesar de ainda deter o melhor resultado em termos financeiros, graças ao consumo interno e a exportação de seus filmes mundo afora, Hollywood há muito tempo ocupa a vice-liderança em termos quantitativos.
A Índia com os seus mais de 1 bilhão de habitantes tem ocupado o topo desse ranking produzindo um média anual de surpreendentes 1.091 títulos contra 485 produzidos m Hollywood. Apesar do portentoso volume, trata-se de uma produção voltada exclusivamente para o mercado interno onde as cores exageradas e as danças são itens obrigatórios, independente do tema do filme; e a troca de carícias, olhares e rápidos beijos são o máximo de ousadia diante do puritanismo e respeito às tradições locais.
A auto-suficiência gerada pelo volumoso público interno cobre os custos e não desperta a necessidade de formação de uma demanda externa. Diante de tanta relevância numérica, a indústria cinematográfica indiana foi apelidada de Bollywood - fusão de Bombaim (antigo nome de Mumbai, cidade onde se concentra esta indústria), e de Hollywood - e as suas peculiaridades têm inspirado obras de relevância internacional como o inglês “Quem quer ser um milionário?”, ganhador do Oscar de melhor filme.
A superioridade numérica da Índia sobre o poderio cinematográfico norte-americano é notória e tem sido difundido pelos quatro cantos nos últimos anos graças ao alcance da internet, mas o que muita gente não sabe é que o mercado emergente do momento vem do pobre continente africano e responde pela marca de mais de 800 produções anuais.
Infelizmente, estes dados não são validados pelos órgãos de pesquisa oficiais pelo simples fato dessas produções serem lançadas em DVDS e comercializadas, em sua maioria, para o uso doméstico. Estamos falando da Nigéria, país de condições econômicas adversas onde a renda per capita da população não ultrapassa os US$ 400 anuais e onde o número máximo de salas de cinema se resumem à cinco, todas localizadas na capital.
O surgimento dos equipamentos de vídeo portáteis e de baixo custo, fizeram com que em menos de 15 anos a produção local saísse do zero para um faturamento anual de US$ 250 milhões. Esse montante pode ser até maior, pois estima-se que mais de 300 diretores estejam em atividade realizando filmes completos em no máximo dez dias a um custo total de US$ 15 mil. Rodados em formato digital, são lançados em vídeo-locadoras para venda e aluguel e já fazem sucesso em outros países africanos graças à temática extremamente regionalista, onde assuntos como AIDS, corrupção, religião e ocultismo são recorrentes.
Talvez o maior empecilho para um alcance mais internacional da vasta produção made in Nollywood seja a sua maior vantagem que é o baixo custo. Só para uma rápida comparação, a atriz Genevieve Nnaji é considerada a “Júlia Roberts” local. Enquanto a Júlia verdadeira recebe a extraordinária quantia de 15 milhões de dólares por filme, Genevieve Nnaji ganha "nódicos" US$ 6.000. Mesmo assim, é considerada a atriz mais bem paga do continente. Pelo menos em termos de beleza, ela não deixa nada a desejar as concorrentes americanas como vemos na foto acima.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

OSCAR 2009 - PRIMEIRAS IMPRESSÕES


Os indicados ao 81ª Oscar foram divulgados hoje pela manhã nas instalações do Teatro Samuel Goldwyn, em Beverly Hills (EUA). Bastou alguns minutos para que o ator Forrest Whitaker – Oscar por O Último Rei da Escócia em 2006 - ao lado de Sid Ganis, presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, revelasse ao mundo os principais indicados ao prêmio mais badalado do cinema. Entre erros e acertos, o conservadorismo da Academia tratou de assassinar o “morcegão” na corrida pela sonhada estatueta dourada e a tradição de prestigiar os filmes dramáticos em detrimento de outros gêneros, como as comédias e os filmes de ação, prevaleceu.
De presença quase certa, corroborada nos últimos meses pelo reconhecimento obtido nas principais associações de classe como o DGA (Directors Guild of America) e o PGA (Producers Guild of America) composto por acadêmicos de respaldo, o tão aclamado filme de Christopher Nolan “The Dark Nigth” foi alijado das principais categorias do Oscar e converteu-se na ausência mais sentida. Felizmente, a interpretação sobrenatural de Heath Ledger foi reconhecida e é, desde já, a maior barbada dentre todas as outras categorias. Caso não vença no próximo dia 22 de fevereiro, será a maior zebra de todos os tempos. De resto, “The Dark Night” conseguiu a expressiva marca de 08 indicações em categorias técnicas, onde é franco favorito.
O vitorioso em número de indicações foi “O Curioso Caso de Benjamin Button” concorrendo em 13 categorias, seguido de perto por “Slumdog Millonaire” com 10. Essa enxurada de láureas para a fábula confeccionada pelo esteta Fincher já era esperada, assim como a lembrança de Brad Pitt como ator. Aliás, o casal mais querido de Hollywood será presença certa na festa, já que a Sra. Pitt Angelina Jolie também abocanhou a sua indicação graças ao seu desempenho de mãe atormentada pelo seqüestro do filho no insosso “A Troca”, dirigido por Clint Eastwood. Este sim, outro esquecido, pois era presença certa na lista de muitos experts pelo seu desempenho como ator no ótimo “Grand Torino”.
Fora a decepção causada pelo não reconhecimento do trabalho magistral de Christopher Nolan à frente de “The Dark Night” e a opção pela direção “convencional” de Stephen Daldry por “O Leitor”, os acadêmicos até que se esforçaram para tornar a premiação mais coerente com a realidade do mercado cinematográfico e deram o merecido espaço aos representantes do cinema independente. Assim tivemos a grata surpresa de ver os nomes “alternativos” de Richard Jenkins (“O Visitante”) e Melissa Leo (“Rio Congelado”) entre as cinco melhores interpretações do ano, cada um na sua respectiva categoria. O filme de Melissa, dirigido pela estreante Courtney Hunt, também foi lembrado na categoria de Roteiro Original, batendo favoritos como o veterano Woody Allen e o seu superestimado “Vicky Cristina Barcelona”.
Apesar de Kate Winslet ter sido indicada como melhor atriz, a sua nomeação ocorreu pelo filme errado. Tudo começou com uma briga interna protagonizada pelo chefe de estúdio Harvey Weinstein e o co-produtor Scott Rudin. Weinstein forçou o lançamento de “O Leitor” para 2008 sob os protestos de Rudin, que queria lançá-lo em 2009 e, com isso, beneficiar “Foi Apenas Um Sonho” na corrida pró-Oscar. Afinal, tinha em mãos o casal protagonista de Titanic, filme recordista de Oscars ao lado de Bem Hur (11 prêmios!), juntos novamente e sob o comando de Sam Mendes, diretor também premiado por “Beleza Americana” e marido de Winslet. Mas o tiro saiu pela culatra e o segundo filme foi o mais prejudicado, garantindo apenas indicações em categoria menores (ator coadjuvante, direção de arte e figurino). Enquanto que “O Leitor” entra na disputa como a produção mais prestigiada pelos acadêmicos, garantindo vaga nas principais categorias (filme, diretor, atriz, roteiro adaptado).
A mal sucedida campanha de “Foi Apenas um Sonho” também promoveu outra injustiça ao não conseguir a indicação para Leonardo Di Caprio, num dos melhores desempenhos de sua carreira. Outra preterida no quesito interpretação foi a inglesa Sally Hawkins por “Simplesmente Feliz”. Queridinha da crítica, ela foi uma das atrizes mais premiadas do ano: ganhou em Berlin, recebeu o Globo de Ouro de Melhor atriz em comédia e quase 11 (!) prêmios da crítica.
Outras surpresas foram a esnobada dada em Bruce Springsteen, cotado como favorito pela música-tema de “O Lutador” e preterido pelas (ótimas) canções de “Slumdog Millionaire”; o recorde da maravilhosa Meryl Streep, que ao ser indicada por “Dúvida” obteve a sua 15ª nomeação, batendo as marcas de Katherine Hepburn e Jack Nicholson (ambos com 12 nomeações); e a agradável inclusão do roteiro original de “Na Mira Do Chefe”, produção pequena que vem surpreendendo e deu a Colin Ferrell o Globo de Ouro de ator.
Como todos encontrarão a lista completa dos indicados na internet, em jornais e demais publicações do gênero vou inovar e listar as grandes omissões. Ou seja, aqueles que quase chegaram lá, mas perderam nos 45 minutos do segundo tempo. É a prova de que em se tratando de Oscar, o CORINGA “às vezes” dita as regras....

AS MAIORES OMISSÕES
MELHOR FILME
- Batman– O Cavaleiro das Trevas
- Wall-E
- Gran Torino

MELHOR DIRETOR
Christopher Nolan, "The Dark Knight"

MELHOR ATOR
Clint Eastwood ("Gran Torino")
Leonardo DiCaprio ("Foi Apenas Um Sonho")
MELHOR ATRIZ
Sally Hawkins ("Happy-Go-Lucky")
Kristin Scott Thomas ("I've Loved You So Long")
MELHOR ATOR COADJUVANTE
Dev Patel ("Slumdog Millionaire")
Eddie Marsan ("Happy-Go-Lucky")

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Rosemarie DeWitt ("Rachel Getting Married")
Debra Winger ("Rachel Getting Married")
Kathy Bates ("Revolutionary Road")

segunda-feira, abril 14, 2008

MARILYN E O "BOQUETE" MILIONÁRIO

Agora não tem jeito. Toda vez que alguém for presenteado com um sexo oral, o popular "boquete", de primeira já tem um apelido a altura para o ato: Marilyn! Não está entendo? Então, leia a notícia abaixo:

"da Folha Online

Para quem acha que os vídeos com cenas de sexo de famosos é algo típico da atualidade, um filme com imagens de Marilyn Monroe (1926-1962) em cenas quentes feito nos anos 50 comprova que esta cultura existe há tempos.

Bert Stern/Efe
Vídeo de Marilyn Monroe (foto) fazendo sexo oral foi vendido por R$ 2,6 milhões nos EUA
Segundo o jornal norte-americano "The New York Post", a cópia de um vídeo da célebre atriz loira fazendo sexo oral em um homem não-identificado foi vendido para um empresário nova-iorquino pela quantia de US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 2,6 milhões).
O vídeo, com cerca de 15 minutos e filmado em câmera de 16mm, foi descoberto pelo colecionador Keya Morgan, diretor do longa-metragem "Marilyn Monroe: Murder on Fifth Helena Drive", programado para chegar aos cinemas em 2009.
O jornal informa que a filmagem, feita em meados dos anos 50, apareceu na década de 60, após a morte da atriz, durante as investigações policiais que buscavam comprovar que o ex-presidente John F. Kennedy ou seu irmão Robert eram amantes de Monroe.
Nas imagens silenciosas, a atriz aparece de joelhos em frente a um homem cujo rosto nunca aparece na filmagem. Monroe, por sua vez, não olha para a câmera em nenhum momento.
Morgan disse ao "The New York Post" que descobriu o vídeo enquanto fazia pesquisa para seu documentário sobre a atriz ao conversar com um ex-membro do FBI, que lhe contou sobre uma cópia que foi feita do vídeo, antes de ser confiscado pelo governo norte-americano nos anos 60.
Sobre a hipótese do vídeo ser estrelado por outra pessoa e não a atriz, Morgan é enfático na resposta negativa.
"Você consegue ver instantaneamente que é Marilyn Monroe --ela tinha aquela famosa pinta ao lado da boca", disse o colecionador.